Alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc.), conservando-os em longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.
O produtor que se dispõe a trabalhar desta maneira passa ofertar alimentos que promovem não apenas a saúde do consumidor, mas também do planeta como um todo.
A oferta alimenta a procura e vice versa.
Há menos de cinco anos, conseguimos ver de perto a conquista dos primeiros produtores orgânicos do estado de São Paulo.
Eles iniciaram na década de 80, 90 com o rótulo de visionários, “alternativos”, “socialistas”, românticos, bichos – grilos, tantos nomes diferentes, ora bacanas ora pejorativos.
Mas o que aconteceu com os “utópicos dos trópicos” está bem aqui, diante dos olhos de quem não acreditava: prateleiras de supermercados com produtos lindos, saudáveis e, além de isentos de agrotóxicos e adubos químicos, são recheados de responsabilidade ambiental e social.
Fora que temos à disposição, lojas e feiras especializadas em comercializar produtos orgânicos.
Esta é uma realidade antiga que nos acompanha e agora só não vê quem não quer com todos nossos recursos para circular informação e auxiliar de fato na formação dos valores humanos.
Antes, produzir tomates, batatas, morangos, bananas, soja, arroz, feijão, trigo sem os “pacotes de insumos” da chamada Revolução Verde era considerado tarefa impossível.
E as primeiras produções ecológicas resultavam em produtos “feios, tortos e sujos de terra”, vendidos nas feiras hippies. Conseguia-se apenas baixa produtividade.
Mas insistimos em recuperar o solo, organismo vivo e força de todos nós. As águas aumentaram em pouco tempo nas minas e rios inteiros agora são limpos de resíduos de agrotóxicos. A fauna local voltou, a biodiversidade foi incrementada, a terra dos sítios orgânicos respira aliviada.
Veja a qualidade dos produtos orgânicos oferecidos no mercado, visite os sítios onde são produzidos e converse com os produtores e técnicos (é um passeio e tanto!).
E agora temos até FESTA! Quem imaginaria tempos atrás que teríamos produção suficiente pra ter FESTA DO MORANGO ORGÂNICO? Já virou calendário na cidade de Socorro – SP.
Mas não vamos ficar só na empolgação. Para ter certeza que estamos consumindo um produto isento de contaminação química e que respeita o meio ambiente e as relações sociais existe o SELO DE CERTIFICAÇÃO.
Este selo diferencia os produtos dos produzidos de maneira convencional (com adubos químicos, agrotóxicos e conservantes), permite melhor remuneração para o produtor e protege os consumidores das fraudes.
Esta é a garantia do consumidor e a recompensa para os produtores e técnicos que acreditam desde sempre na possibilidade de produção de alimentos e na manutenção e conservação da natureza.
Valeu a pena o esforço. Vamos conseguir muito mais. Afinal, somos todos um!
Para saber mais:
Festa do Morango e Produtos Orgânicos
http://www.estanciadesocorro.com.br/festadomorango/
Selos - exemplos de certificação:
www.planetaorganico.com.br/decreto6323.htm


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